Bugs, spams, vírus, falhas em softwares, qualidade dos serviços e outros argumentos pressionam cada vez mais empresas e governos para iniciarem a adoção do protocolo Internet versão 6 (IPv6).
Uma verdadeira discussão foi iniciada entre empresas para debater por onde deve-se iniciar a mudança e quais setores tecnológicos terão o maior impacto. O debate foi durante a feira CES 2006, em Las Vegas. No final do debate, os quatro palestrantes que falaram sobre o protocolo IPv6 discordaram. Mas todos eles afirmaram que as companhias devem analisar métodos de implantação futura do protocolo, como planejar uma transição e fazer compras de hardwares e softwares preparados para a nova tecnologia.
O IPv6, nova versão do Protocolo Internet, fornece mais endereços IP do que a atual versão 4, além de suportar configurações automáticas para corrigir problemas enfrentados na atual versão do protocolo. O IPv6 também traz melhorias em DRM, comunicações móveis, segurança e qualidade de serviços.
O debate está mais acalorado nos Estados Unidos, já que países asiáticos já iniciaram a transição, pois a oferta de endereços IP na região é baixa. "Deixe-me mostrar como os Estados Unidos são patéticos no assunto", declarou Alex Lightman, executivo chefe e presidente da IPv6 Summit. "Nos Estados Unidos, temos entre 1000 e 2000 endereços IPv6. O Japão já tem pelo menos 200 mil endereços".
O governo japonês estima que a mudança para o protocolo IPv6 criará um mercado de tecnolgoia de US$1.55 trilhão em 2010. Lightman disse que o Departamento de Defesa norte-americano já está trabalhando para usar o IPv6, mas ainda estão construindo uma rede capaz de suportá-lo. Rex Wong, executivo chefe da DAVETV, que fornece conteúdo para celulares através da tecnolgoia IPTV, declarou que "há muitas regras e competidores nos Estados Unidos", o que dificulta a adoção ao novo protocolo.
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