Na corrida do tráfego da Internet, o P2P costumava se manter na frente e, por anos, eclipsou o tráfego em HTTP, conforme usuários de conexões banda-larga baixavam conteúdos legais e ilegais. Mas, pela primeira vez em quatro anos, o resultado se inverteu. A Ellacoya Networks, criadora de sistemas de análise de pacotes de dados para provedores, reuniu algumas estatísticas de um milhão de usuários de conexões banda larga na América do Norte, e descobriu que o tráfego HTTP já é 46% do total, contra 37% do P2P.
A culpa desta reversão de valores é, na grande maioria, de sites de vídeos na Internet, como o YouTube. Ao analisar as estatísticas mais friamente, a Ellacoya afirmou que apenas 45% do tráfego HTTTP é de páginas com texto e imagem apenas. Outros 41% do tráfego são relacionados com vídeo e áudio. Só o YouTube é responsável por 20% de todo o tráfego HTTP. Os números também indicam um surpreendente sucesso do NNTP (newsgroups), com 9% de todo o tráfego da Internet.
Os dados podem servir de 'arma' às empresas que defendem um tratamento privilegiado a certos tráfegos da Internet. Entre P2P, newsgroups e vídeos em HTTP, a grande maioria dos dados da Internet não são críticos (ninguém morrerá ao não ver um vídeo do YouTube no momento que desejar, por exemplo). Os defensores da diferenciação de tratamento alegam que, quando as redes estão lotadas, os dados críticos (chamadas VoIP, HTTP tradicional, imagens médicas) devem ter uma maior prioridade de transmissão.
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