Nesta semana, a Symantec lançou a nova versão de seu Relatório de Ameaças à Segurança da Internet, sobre a atividade maliciosa no primeiro semestre de 2007, confirmando algumas tendências e destacando outras novas.
Os dados utilizados para o relatório foram obtidos na Rede Global de Inteligência da Symantec, que consiste em 40 mil sensores que monitoram atividades em mais de 180 países diferentes, além de códigos obtidos em mais de 120 milhões de servidores e clientes que usam produtos da empresa. A Symantec também tem uma rede de investigação contendo mais de dois milhões de falsos e-mails que recebem spams e fraudes.
Segundo o relatório, a atividade criminal nos computadores é cada vez mais voltada ao lucro, mostrando um fim dos vírus tradicionais, criados apenas para atrapalharem o funcionamento das máquinas. "Os vírus estão sendo substituídos pelo roubo", afirmou Zulfikar Ramzan, analista-chefe de pesquisas avançadas da Symantec. "Das 20 amostras maliciosas mais freqüentes, 65% atacam informações confidenciais e 88% captam dados digitais pelo usuário. Os hackers são movidos agora pelo lucro, ao invés da fama".
Um fator que piora o cenário atual é a comercialização de malwares através de kits que facilitam o desenvolvimento destas pragas. O pacote de criação de malwares mais famoso é o MPACK, criado por uma gangue russa e vendido por cerca de US$ 1.000.
"Os malwares ficaram piores porque os desenvolvedores não estão mais criando as pragas do zero, eles usam trabalhos já existentes e os aperfeiçoam", afirmou Ramzan. A Symantec também descobriu que 42% dos ataques fraudulentos foram criados por três kits específicos, e nenhum aparentemente tem um nome.
Mais informações: InternetNews