Uma operação altamente sofisticada de espionagem, que atingiu os celulares do primeiro ministro e de outros funcionários do alto-escalão do governo da Grécia, destacou as fragilidades em sistemas de telecomunicações que usam computadores antigos, de acordo com um relatório feito por dois professores universitários.
O caso de espionagem, que atingiu cerca de 100 pessoas, continua não solucionado, e ainda está sendo investigado. Para complicar ainda mais, há o questionável suicídio de um engenheiro da Vodafone na Grécia, em Março de 2005, que era o responsável pelo planejamento da rede invadida. Um estudo mais detalhado sobre a espionagem mostra uma operação extremamente detalhada e bem sucedida, de acordo com uma análise do IEEE Spectrum Online, site do Instituto de Engenharia Elétrica e Eletrônica.
O caso inclui o 'primeiro rootkit conhecido que foi instalado numa rede telefônica', afirmou Diomidis Spinellis, professor associado da Universidade de Administração e Economia de Atenas, que realizou o estudo da operação com Vassillis Prevelakis, professor assistente de ciência da computação da Universidade Drexel, na Filadélfia.
Um rootkit é um programa especial com o poder de esconder atividades maliciosas do sistema operacional, e sua detecção é extremamente difícil. O rootkit em questão permitiu a desativação de um log de transações e o monitoramento de chamadas a partir de quatro equipamentos da Telefonaktiebolaget LM Ericsson, feitos com tecnologias da Vodafone. O software permitia que os hackers ouvissem o conteúdo das conversas, e que uma segunda chamada de voz fosse redirecionada para outro lugar.
Mais informações: ComputerWorld