Quando uma corte européia definir o destino da batalha antitruste entre a Microsoft e a Comissão Européia na próxima semana, o poder da própria Comissão estará em jogo. A decisão da Corte de Primeira Instância da Europa determinará se o braço executivo da União Européia julgou de forma adequada em 2004 que a Microsoft usou seu monopólio do Windows para atrapalhar rivais.
Empresas do mundo todo esperam a decisão que pode acabar minando poderes da Comissão Européia, pois esta também julga casos contra Intel, Qualcomm, Rambus, Apple e outros. "Se perdemos este caso, estaremos numa péssima situação, pois nossa habilidade de regular a competição no mundo tecnológico será posta em xeque", admitiu um funcionário da Comissão.
A Comissão Européia decidiu em 2004 que a Microsoft se aproveitou do domíno na área de desktops, pois 95% dos computadores utilizam Windows. A gigante dos softwares afirma por sua vez que a Comissão está interferindo em sua habilidade de criar softwares.
Uma parte da decisão envolve o Windows Media Player, uma vez que há vários anos o RealPlayer, da RealNetworks, dominava o mercado. A Comissão decidiu que a adição do Windows Media Player no Windows prejudicou propositalmente a rival, embora a RealNetworks já havia recebido US$ 761 milhões em um acordo feito com a Microsoft nos EUA em 2005. A Comissão Européia também obrigou a companhia a vender uma versão do Windows sem o Media Player, que foi um fracasso retumbante de vendas.
A corte pode confirmar a ordem da Comissão ou pode cancelar a mesma, permitindo que a Microsoft remova as versões do Windows sem o Media Player do mercado. O pior cenário para a Comissão Européia é o cancelamento da decisão juntamente com o recebimento de uma advertência pela mesma, colocando em dúvida a própria autoridade do órgão.
Mais informações: InformationWeek