Como funciona o mercado de hackers

Compra e venda de listas de dados roubados é o maior motor desse mercado.

15/02/2007 00:52h

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Quando a revendedora americana TJX admitiu em Janeiro que um de seus sistemas que armazenava dados de transações financeiras foi invadido, ela afirmou que descobriu o crime em Dezembro. Mas funcionários de segurança da administradora de cartões Visa perceberam um aumento de atividades fraudulentas nos cartões envolvidos desde Novembro. Isso significa que os dados dos clientes afetados podem estar circulando por mercados negros da Internet há dois meses.

Hacker não é mais 'coisa de criança', e virou um grande negócio. O mercado negro virtual está cheio de dados financeiros roubados, números de identificação de pessoas para fraudes e malwares. Criminosos virtuais se tornaram organizados, usando sistema de pagamento P2P e trabalhando unidos.

Embora o hacker independe ainda exista, o FBI vê verdadeiras quadrilhas organizadas em comunidades hacker, principalmente no leste europeu, segundo o agente especial Chris Stangl, que trabalha na divisão de crimes virtuais da agência, terceira maior força anti-terrorista e de inteligência do FBI. "Temos hackers invadindo máquinas, coletando dados e os vendedo para lucrar".

Obter um cenário claro da economia virtual hacker não é fácil. Em termos de dinheiro, tudo é feito de forma particular, de forma que não se conhece detalhes. Mas afirmações gerais podem ser obtidas de fontes externas e internas. Alguns hackers usam táticas diretas. Scams de seqüestro de dados, criptografando arquivos importantes com exigência de resgate são comuns na Rússia. Uriel Maimon, pesquisador da divisão consumidora da RSA, afirma que já viu vários desses malwares nos últimos cinco meses.

“Mas em geral, estes scams não são muito usados, pois trazem risco para o hacker, exigindo conexão financeira direta entre vítima e autor ou proprietário do malware", segundo David Dagon, pesquisador da Central de Segurança de Informações Georgia Tech. O mais presente no mercado negro é a compra e venda de dados roubados. Jeff Moss, fundador da empresa de segurança Black Hat, afirma que conhece um hacker que lucra quase US$ 500 mil por ano com a compra e venda desse tipo de informação.

 Mais informações: InformationWeek



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