Richard Thomas, comissário de informações do Reino Unido, afirmou estar 'horrorizado' pelo número de brechas de dados que empresas admitiram ter durante o último ano, e pediu mais poder para tentar agir contra esta tendência no futuro. Em seu relatório anual, o Escritório do Comissário de Informação (ICO) afirmou que, entre 2006 e 2007, ocorreram 24 mil incidentes sobre o mau uso de informações armazenadas por lojas, bancos, órgãos públicos e departamentos governamentais.
Deste número, 33% das empresas envolvidas não estavam obedecendo a Lei de Proteção de Dados do país (DPA), e dessas, 75% foram aconselhadas a agir para implementar políticas de proteção de dados e treinamento de funcionários. David Smith, Vice-Comissário de Informações, afirmou numa entrevista que "se todas as informações de uma pessoa guardadas em empresas forem reunidas, provavelmente toda a vida do usuário estará descrita".
"Isto já é ruim o bastante quando as informações estão em computadores corporativos, mas quando as empresas começam a imprimir estes dados e a jogá-los fora descuidadamente, ou colocando-os em laptops inseguros, o perigo é bem maior", afirmou o vice-comissário. "Um número de documento de identificação seria extremamente útil para ladrões de identidades".
Smith afirmou que o problema é tão sério que o ICO precisa de mais poderes do governo inglês para castigar de forma rígida as empresas incorretas. "Queremos ter o poder de entrar numa empresa sem aviso prévio e checar a forma como os dados dos usuários são armazenados, o que significa, por si só, que as empresas precisarão se manter alertas sempre".
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