Depois de um período gratuito de testes, a partir do dia 1º de fevereiro a
Microsoft iniciará a cobrança por hora de uso dos serviços do Windows Azure, a
plataforma de computação da empresa.
A Microsoft apresentou o Windows Azure durante sua conferência para
desenvolvedores em outubro de 2008 e desde então vem preparando o serviço para
seu lançamento comercial.
Durante o último mês, a Microsoft permitiu que o Windows Azure fosse usado
gratuitamente para conseguir experiência com o serviço e para saber como seu uso
se traduziria em custos.
Desenvolvedores e departamentos de TI poderão escolher entre dois planos
básicos: a opção de pagamento baseada no uso de recursos e outra que oferece
descontos caso optem por um contrato de seis meses.
O uso de um servidor Windows virtualizado custará de US$ 0,12 a US$ 0,96 por
hora dependendo da CPU e recursos relacionados. O preço do armazenamento custará
a partir de US$ 0,15 mensais por GB e US$ 0,01 para cada 10 mil transações. O
uso do SQL Server custará US$ 9,99 por mês para um banco de dados de 1 GB na
web.
O Windows Azure representa um novo modelo de negócios para a Microsoft e seus
clientes. Desenvolvedores e profissionais de TI precisam avaliar a
confiabilidade, segurança e custo do Windows Azure em comparação com o uso de
servidores Windows em seus próprios datacenters.
A Microsoft está oferecendo
ferramentas para o cálculo de TCO (custo total de
propriedade) e ROI (retorno de investimento) para ajudar na
comparação de custos, mas não se responsabiliza pelos resultados das
ferramentas.
"O Windows Azure será mais barato do que o uso de servidores locais? Cada
cenário é diferente, mas muitos clientes querem reduzir seus custos movendo
certas cargas de trabalho para o Windows Azure", disse Tim O'Brien, da
Microsoft.
De acordo com ele, empresas como a Kelley Blue Book e a Domino's Pizza "já
estão economizando milhões". Apesar disso ele admite que os serviços de
computação de nuvem da Microsoft podem custar um pouco mais em alguns casos.