A Microsoft terá uma chance de convencer o Escritório de Marcas e Patentes dos EUA (USPTO) de que a patente de plug-ins para navegadores da Eolas deve ser cancelada. A disputa entre as partes vem desde 1999, quando a Eolas processou a Microsoft por sua implementação da tecnologia ActiveX, argumentando que a mesma quebrava uma patente do pesquisador Michael Doyle, da Universidade da Califórnia.
O USPTO concedeu uma chance para a Microsoft provar que foi a primeira a inventar a tecnologia da patente. Como o sistema de patentes dos EUA dá mais valor ao primeiro inventor de uma tecnologia, no lugar do primeiro que a patenteou, a Microsoft pode invalidar a patente da Eolas.
Em Agosto de 2003, um júri federal decidiu que a Microsoft estava infringindo a patente da Eolas e exigiu o pagamento de US$ 521 milhões em indenização. Como uma decisão anterior de 2001 afirmara que a patente cobre qualquer "objeto embutido em programas" dentro de um navegador, as conseqüências da vitória da Eolas foram bem profundas para a Microsoft.
A gigante dos softwares tem vários aliados nesta disputa. Pouco após o julgamento de 2003, o órgão de padronização de tecnologias da Internet W3C, enviou um documento para o Departamento de Comércio dos EUA argumentando que a patente deve ser cancelada, devido a tecnologias que a basearam já serem de conhecimento público.
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