Bancos modernizam plataformas de auto-atendimento para garantir bom relacionamento com os clientes

Caixas eletrônicos são responsáveis por 33% das transações bancárias e bancos usam plataforma Microsoft para criar novas formas de interação com os usuários

18/08/2005h

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O número de caixas eletrônicos das instituições financeiras brasileiras cresce em média 10% ao ano desde 2000, segundo dados da Febraban. Em 2004, o parque nacional de terminais de auto-atendimento multifuncionais e dispensadores de cheques totalizou 141.577 unidades. Ainda de acordo com a entidade, 33% das transações bancárias realizadas no ano passado foram feitas por meio desses equipamentos.

Por se mostrar uma forma cada vez mais importante de interação com os clientes, os bancos estão modernizando suas plataformas de auto-atendimento. Um exemplo é a Tecnologia Bancária S.A. (TecBan), administradora da rede de auto-atendimento Banco24Horas, que conta com uma rede de mais de 3,6 mil caixas eletrônicos, atendendo clientes de 52 instituições financeiras. A empresa está investindo cerca de US$ 5,5 milhões na modernização da rede para facilitar a troca de informações e criar novas fontes de renda.

O primeiro passo foi trocar o sistema operacional OS/2 pelo Windows XP em todos os caixas. "Conforme anunciou a própria IBM, o OS/2 será aposentado definitivamente em 2007. E, como qualquer empresa que está buscando uma nova opção de sistema operacional, avaliamos as plataformas Linux e Windows", afirma Carlos Wako, diretor de TI da TecBan.

Segundo o executivo, em um primeiro momento, o ambiente de código aberto pode passar uma falsa imagem de economia decorrente de não haver pagamento de licenças. Mas, no caso da TecBan, foi fácil perceber que o Linux não era a opção mais adequada para a companhia. "Nenhum fabricante de ATM se aventurou pelo mundo Linux. Dessa forma, teríamos que arcar com o ônus da adaptação desse sistema para os terminais de auto-atendimento. Além de elevar o custo total de propriedade da solução, estaríamos desviando a TecBan do foco de seus negócios", destaca.

Com um universo de 85 milhões de cartões magnéticos utilizando suas máquinas, segurança foi outro fator crítico que pesou na decisão. Ao ser questionado pela TecBan sobre o motivo de não oferecer soluções Linux, um dos principais fornecedores de ATM apresentou evidências de que vulnerabilidades podem ocorrer em qualquer sistema operacional, mas com um importante diferencial entre eles: a Microsoft tem o compromisso de eliminar essas brechas e oferecer produtos cada vez mais seguros. Em média, as correções para o Windows estão disponíveis em apenas 25 dias, contra 70 dias das principais distribuições de Linux.

"Além do aspecto de segurança, que é de extrema importância para a TecBan, o fato de o Windows ter uma empresa de mercado responsável pelo produto nos dá a garantia de vanguarda tecnológica. O Linux, por outro lado, depende de uma comunidade que até acompanha a evolução da tecnologia, mas não é necessariamente vanguardista", acrescenta Wako. Na visão do diretor da TecBan, em um mercado tão competitivo como o das instituições bancárias, contar com produtos tecnologicamente avançados para estar sempre à frente não é um luxo, mas uma necessidade.

Ao oferecer recursos mais avançados, o Windows XP está colaborando para que a TecBan possa alavancar seus negócios. No ambiente OS/2, por exemplo, não era possível explorar a multimídia para vender espaço publicitário nas sessões das ATMs. Com o Windows XP, a TecBan passa a ter um universo mais completo de som e imagem, com melhor desempenho. Esses elementos permitem que a companhia conduza negociações mais agressivas dessa oportunidade de mídia.

Os recursos multimídia da plataforma Windows também chamaram a atenção do banco Itaú. Os cerca de 21 mil caixas eletrônicos da instituição usam Microsoft Windows 2000 Professional. A implementação do sistema nas ATMs - que contou com a parceria da Itautec - está totalmente consolidada. As principais vantagens são a estabilidade e a segurança do Windows.

As agências bancárias do Itaú em todo o país utilizam sistema operacional da Microsoft de ponta a ponta: caixas, servidores e estações de trabalho. Toda infra-estrutura mantida pela instituição apóia, além da administração central, quase 3 mil agências distribuídas pelas cinco regiões do país.

Recentemente, o Itaú conclui a implantação do Microsoft Operations Manager 2005 (MOM) para monitoramento de seus servidores de correio e da intranet. É no portal corporativo, por exemplo, que as agências encontram informações cadastrais sobre clientes e sistemas de apoio para seus procedimentos operacionais. O banco como um todo também usa o portal para ter acesso a recursos de suporte e para receber notícias, boletins informativos e normas corporativas.

Segundo a análise de Marcelo Nicoleti, administrador de rede responsável pelos serviços de correio eletrônico do Itaú, que acompanha o desempenho do MOM 2005 no dia-a-dia, os eventos também estão sendo informados com mais detalhamento e precisão. "Na solução anterior, havia um intervalo entre o momento em que um problema ocorria e a sua notificação. Com o Microsoft Operations Manager, passamos a ter uma resposta mais rápida dos alertas", afirma.

Segurança no SPB

Rapidez na implementação e segurança foram os diferenciais que levaram o ABN Amro Bank a optar pelo Cokpit, solução desenvolvida em plataforma Windows DNA (Distributed Internet Application Architecture) pela Mintter
Banking & Enterprise Solutions para o novo Sistema de Pagamentos Brasileiro.

A instituição financeira queria se adequar rapidamente às exigências do Banco Central. A Mintter, em parceria com a Microsoft, desenvolveu a solução do banco em seis meses graças à aplicação do Microsoft BizTalk Server, que permite rápida implementação de regras de negócios para cada mensagem do SPB, além de ser uma plataforma flexível por tratar eventos e utilizar o padrão XML.

"Em vez de desenvolver a tecnologia internamente, decidimos trabalhar em parceria para ganhar tempo e agilidade no processo de adequação do nosso legado aos sistemas do Banco Central", diz Roberto Lessa Bruno, diretor de tecnologia do Banco ABN Amro Real. "Além da credibilidade no mercado, a experiência da Mintter no setor financeiro e a forte parceria com a Microsoft foram os fatores decisivos para fecharmos o contrato."

Com a implementação do projeto, todas as transações financeiras do banco passam a ser feitas online, permitindo que ele controle suas reservas durante o dia para não correr o risco de operar em negativo. Na situação original, a compensação financeira era feita após as 23 horas, o que podia ocasionar saldo negativo na conta de reservas bancárias que as instituições possuem no Banco Central. Esse saldo negativo era coberto pelo próprio Banco Central, que acabava assumindo o risco e suas conseqüências.

 Fonte: Microsoft Brasil




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