O que fazer quando o FBI invade sua casa e encontra pornografia em todo seu computador? Uma pessoa, que teve seu computador apreendido pela agência, decidiu que a melhor ação é processar as companhias que 'falharam' em manter seus dados privados.
Recentemente, Michael Alan Crooker abriu um processo alegando que a Microsoft falsamente afirmou que seus dados pessoais seriam mantidos protegidos. Em 2004, Crooker teve sua casa invadida por agentes, com suspeitas de fabricação de bombas. Os agentes encontraram vários materiais ligados à fabricação de bombas e apreenderam também o computador pessoal de Crooker.
Embora a máquina tivesse um mecanismo de criptografia para a proteção dos dados, o grupo de Análise Criptográfica e Eletrônica do FBI conseguiu quebrar a proteção, com a ajuda da fabricante do computador (HP). Os agentes encontraram vários dados que complicaram a situação de Crooker, incluindo histórico de sites pornográficos visitados - motivação do atual processo.
Na ação, Crooker argumenta que o Internet Explorer estava configurado para apagar o histórico de navegação superior a cinco dias, mas não era isso que ocorria. "Qualquer dado além dos cinco dias de prazo deveria ter sido apagado de forma definitiva, sem a possibilidade de recuperação", segundo Crooker. Embora esta argumentação possa ser válida, o real problema está na loja que vendeu a máquina (Circuit City), que prometeu que todos os produtos instalados na mesma protegeriam os dados.
Crooker também afirma já ter obtido acordos com a Circuit City e com a HP, e quer US$ 200 mil em indenizações da gigante dos softwares.
Mais informações: ArsTechnica